quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Qual cor de calcinha eu vou usar?

Que pergunta mais desaforada! Além de ser totalmente invasiva e as pessoas não se tocam disso, acho uma auto-tortura essa história de ter que decidir que cor de calcinha vai usar na virada do ano.

Só porque estou namorando significa que não quero mais paixão? Sim, eu quero muito mais, baby! É vermelha a cor que eu quero usar! Mas e o amor? Um dia a paixão acaba ou pelo menos diminui, todo mundo sabe disso. Mas o amor não. É pra sempre. Ok, então vou de rosa. Huuummm mas to precisando tanto de dinheiro... Calcinha amarela então e não se fala mais nisso! Poxa, mas de que adianta ter rios de dinheiro, amor e paixão caliente se a saúde está deixando a desejar? Taí, adoro azul e vai me trazer toda a disposição para encarar 2012 em ótima forma. Olhaaammmm, vou ficar gostosona!

Está decidido! Nada de dilemas nesse fim de ano. Que avanço! Pois é... Ainda tenho esperança de me manter sem dilemas no próximo ano todo também. Ser mais decidida, ter autoconfiança, acreditar que pode dar certo, enfim ter esperança. Mas calma aí! Esperança? Meu Deus, preciso garantir que eu tenha esperança, ânimo, vontade de acreditar nas minhas metas. Mas aí a cor da calcinha tem que ser verde. Isso muda tudo.

Sabe do que mais? Eu vou usar logo uma calcinha preta e boto um fim de vez nesse último dilema do ano. Totalmente revoltada com a minha incompetência em decidir a porra da cor da calcinha. Se bem que ouvi falar que preto significa mudanças radicais. Ai meu Jesus Cristinho, não sei se quero ter mudanças tão radicais assim. Será que não vale então um cinza escuro, quase preto, tipo só pequenas mudancinhas e pronto? Huuumm não sei se vale à pena arriscar.

Mas também que coisa mais chata essa história de ter que escolher uma única cor! Queria um arcoíris logo, mas não sou gay heim. Na verdade, não quero mais pensar nesse estresse! Não quero compartilhar essa tortura íntima! Quero ter um bom ano e ponto. Com calcinha ou sem calcinha, de vermelho ou de bege, o que for pra ser em 2012, será. Adeus às superstições e adeus aos dilemas de 2011. Que o próximo ano seja bem colorido para todos nós!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um adeus à Estação do Corpo

Soube outro dia que a melhor academia do Rio vai fechar as portas. Parece fútil falar desse assunto, mas tantas coisas aconteceram naquele lugar, que não posso deixar meu adeus passar em branco.

Aos 14 anos de idade, uma pirralha metida à besta, entrei pela primeira vez naquele enorme salão espelhado e me espantei com o novo mundo que me aguardava. As bicicletas tinham TVs acopladas (isso era o máximo para a época), as salas eram enormes e coloridas, os mais variados e modernos tipos de aparelhos se mesclavam entre pessoas bonitas e muito bem vestidas. Parecia que eu estava num mix de glamour hollywoodiano envaidecido com a brisa do Rio. Me encantei.

Minha mãe decidiu no mesmo instante: nossa família será sócia desse paraíso. A matrícula na época era uma baba, mas todas as instalações brilhavam de tão novas. As priscinas com restaurante lembravam um clube e a ideia de fazer uma academia aberta, com ar livre à vontade para relaxar depois da corrida e tomar um suco fresco lendo Jornal do Brasil, que se espalhava pelos cantos como cortesia da casa, era simplesmente genial! Ainda por cima, em plena Lagoa Rodrigo de Freitas.

Minha mãe aproveitava ao máximo, fazia todas as aulas. Fez novas amigas, ganhou clientes, conquistou um corpinho invejável e arrancou olhares admirados por onde passava. Quanto a mim, naquela época só pensava em estudar. O Colégio Santo Agostinho me proporcionou algumas tantas horas de malhação porque o clima na Estação era tão gostoso que não tinha nada melhor do que acelerar no transport ou na bicicleta fazendo equações de álgebra.

Gisella Amaral com toda sua simpatia contagiava sorrisos pela academia. Os funcionários pareciam amar o que faziam e te recebiam com tanto carinho que era difícil não se sentir confortável e sempre bem vindo. Os professores eram os melhores do Rio. As mulheres que malharam lá nunca se esquecerão das aulas de suar a alma do professor Beto.

Na inauguração da Estação do Corpo, borbulhava ali o início da reviravolta do até então decadente Rio de Janeiro. Era um primeiro sinal de que alguém queria apostar alto na cidade maravilhosa. Ricardo Amaral enxergou longe! Hoje o Rio é uma das cidades mais cobiçadas do mundo. Tão desejada que teremos que ceder o espaço da Estação do Corpo para que as pessoas possam degustar ainda mais as maravilhas da Lagoa.

Por mais triste que seja o fim de um espaço com tanto sucesso e histórias, ninguém mais quer ver um muro escondendo uma parte de um dos cartões postais da cidade. Com o fim da academia, o governo vai ampliar o Parque dos Patins. Se for para nos maravilhar ainda mais com essa cidade, sinto pena, porém orgulho de contribuir com a nossa beleza e deixar um doce adeus à Estação do Corpo, que é muito mais do que só "do corpo", é também dos amigos, da melhor equipe de profissionais do Rio, do serviço impecável e do aconchego e excelência num único lugar. Na verdade, um lugar único.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

2012, um ano para o fim do mundo



Parece que os maias foram os culpados pela criação dessa lenda, mas isso não me importa.  O que interessa é que se temos apenas mais um ano de vida, mudam radicalmente todas as minhas perspectivas de quem sabe um dia conquistar o sucesso profissional e mais o tão sonhado casamento feliz. 

De cara, milhões de questões começam a pipocar na minha cabeçinha. Preciso realmente dirigir um carrinho mequetrefe se em 1 ano não existiria mais droga de Serasa nenhum para me cobrar a compra de um Volvo? Preciso trabalhar todos os dias se já já vou ficar tranquilona só tocando arpa no céu? Preciso sacrificar meus desejos com dietas mirabolantes se em breve todos os bichinhos vão devorar meu corpinho gordo ou magro? Preciso torcer para o Fluminense? (meu irmão vai me matar!). Preciso pagar cartão de crédito? Economizar dinheiro? Passar protetor solar? Estudar? Comer legumes? Fazer imposto de renda? Falar com quem não gosto? Falar do que não gosto? Ouvir o que não quero? Regular bebida, cigarro, fazer exame ginecológico?

Nada disso. O fim do mundo acabará também com todas essas regrinhas chatas a que nos subordinamos todos os dias para tentar viver mais. Nada mau né? O fim do mundo eh o melhor dos mundos!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Pegadinhas do iPhone

Definitivamente não sei o que acontece com o iPhone. Ele tem uma língua própria, o que algumas vezes já me fez passar por situações muito constrangedoras.

Existe uma ferramenta que você pode habilitar no iPhone para que ele complete as palavras que você quer digitar. Isso é muito útil para pessoas preguiçosas como eu. Aaaahh é tão bom quando ele reconhece que estou querendo escrever uma palavrona tipo "anticoncepcional" e ao teclar as duas primeiras sílabas ele mesmo já completa todo o resto, uma maravilha! Tudo bem que esse meu exemplo de palavra foi meio estranho, mas deu pra entender do que estou falando né?

Só que o problema disso é que não podemos confiar 100% nisso porque algumas vezes ele simplesmente completa sua palavra com outra totalmente diferente e na correria do nosso dia-a-dia teclamos no "enviar" e só depois nos damos conta que o safado completou com uma palavra totalmente nada a ver e geralmente, muito constrangedora.

Outro dia escrevi para as minhas amigas que elas estavam muito animadas. Tínhamos combinado de ir a uma festa e elas já estavam na pilha desde cedo. Pois é, mas em vez de "vocês estão animadas", ele completou com "vocês estão assadas". Que isso gente??? Da onde ele tirou "assadas"?? Tentei explicar que meu iPhone é louco, mas é obvio que pegou muito mal.

Mas pior que isso foi outro dia que fui falar com o meu namorado no messesnger e tentei escrever "oi amor". O iPhone simplesmente escreveu "oi gigolô". Numa boa, isso não se faz! E a pergunta que não quer calar: como ele conhece essa palavra gigolô?? Pelo que eu sei, nunca chamei ninguém de gigolô pelo iPhone, então como ele pode ter essa palavra gravada? E por acaso "amor" se parece com "gigolô"? Tudo bem que não custa nada eu ler direito a frase antes de enviar, mas numa conversa no messenger ninguém fica revisando o que acabou de escrever. Você digita, envia e pronto.

Tem ainda muitas outras variações de pegadinhas do iPhone, então se você tem um ser desse, muita atenção com as bizarrices que ele quer escrever! É como se ele tivesse vida própria e uma língua bem afiada. Bem que sempre falaram que o Steve Jobs não era um cara muito legal. Cuidado!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Missão Natal

Não esqueci dos meus dilemas! Andei meio assoberbada nos últimos tempos, o que foi ótimo por um lado porque agora não faltam confusões para compartilhar com vocês. Então preparem o estômago agaaaaiinnn  porque lá vem história!!!

Compras de natal. O que comprar, não comprar, gostar, detestar, trocar, gastar, torrar e se endividar! Aaaahhhhh que voltade de gritar! É muita coisa pra uma cabeça só. Não tem como não enlouquecer. Quem manda bem é o Felipe, meu amigo do trabalho que simplesmente saca o money suficiente para comprar todos os presentes da família e entrega direto nas mãos da mãe para que ela se vire no shopping.

Aliás, como ainda não inventaram um personal shopper de presentes malas? Sim, porque não tem como ser legal comprar presente para avô, avó, sogros e companhia limitada. É um saco sim, vamos pôr os pratos limpos na mesa!

Aos 45 do segundo tempo, lá fui eu toda paciente comprar presente para minha avó. Do que será que uma senhora de 70 anos, não tão senhora assim, gosta? Sandália? Não, ela tem vergonha dos pés enrugados. Sapato? Com salto ou sem salto? Não, muito confuso. Deixa eu pensar... Um brinco! Se bem que ela só usa ouro porque a pele tem alergia a bijoux, aí não rola. Já sei!!! Sabonete!!! Sabe aqueles diferentes, com essências da Amazônia e blá blá blá? Legal né? Não... Ninguém pode gostar de ganhar um sabonete. No mínimo pode parecer uma indireta e não é o caso porque minha vovó é bem cheirosinha.

Chocolate? Só se eu que quiser morrer né.. Ela sacrifica todo dia seus ossos de 70 anos com um pilates sem vergonha, nunca vai querer engordar ainda mais com uma caixa de chocolate. Aaaahhh, já sei!!! Na última vez em que nos falamos ela disse que estava precisando de sutiã. Pronto, fechado!

Características de um sutiã para vovó: sem aro, sem bojo, sem enchimento, alças grossas e muuuuiiito confortável. Ok, com todos os direcionamentos na mão lá fui eu à procura de lingerie para vovó. Olhei, olhei, olhei e de repente avistei o sutiã perfeito e ainda por cima era daquela cor de burro quando foge, bem vovó mesmo, sabe? Comprei toda feliz com a sensação de dever cumprido. Mais um presente para riscar da minha mega lista!

Cheguei no trabalho e resolvi mostrar o sucesso dos meus achados para minha super e sempre consultora fiel, Roberttinha.Toda orgulhosa de ter achado o sutiã mais que perfeito para minha avózinha, mostrei a peça para a doutora Robertta. De princípio, estranhei sua reação porque foi um olhar tão questionador que por uns segundos pensei: será que ela não entendeu que essa porra feia não é para mim??

Ela pegou o sutiã, analisou mais um pouco e de repente soltou uma parte do tecido que fica bem no seio. Achei meio malicioso demais para uma avó usar. Foi então que a Roberttinha disparou uma gargalhada que toda gerência conseguiu ouvir. Um ataque de risos daquele contagiante, sabe? Eu ri meio sem graça, sem entender o que estava acontecendo, até que ela falou: Fernandinha, você comprou um sutiã de amamentação!!!!

Depois dessa, realmente desejei contratar um personal shopper para mim. Eu definitivamente preciso.

Olha aí o sutiã para a vovó. Francamente...