quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Você no Google

Mais do que uma ferramenta de busca de empresas e informações de todos os tipos, o google também é um ótimo recurso para descobrir mais sobre você mesmo. Soube dessa tática com um amigo meu que é viciado em googar pessoas.

Interessado em algum gatinho (a)? Google nele! Além de coisas óbvias como o facebook do dito cujo, o perfil abandonado no orkut e o nome citado dentro da equipe no site da empresa onde o tal trabalha, é possível vasculhar mais fundo e achar informações curiosas como a inscrição no vestibular ou concurso que ele não passou e o lugar em que ficou colocado, com notas e tudo. Tem também artigos de monografias e aí você pode analisar se o cara é adepto do embromation ou se é realmente digno de inteligência. Podem aparecer ainda fotos em sites ou colunas sociais na internet, blogs que o cara escreve e você nem imagina, comentários em notícias da web, ou seja, uma verdadeira caixinha de surpresas que te conquista de cara ali mesmo, sem nunca ter trocado uma palavra com o alvo, ou uma decepção total que em segundos faz toda beleza e supostas qualidades escorrerem pelo ralo sem a menor chance de retorno.

Então, se você acha que está protegido apenas pela boa imagem que tenta passar no facebook, sorria! Você pode estar sendo googado!




quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A máfia dos combinados

Apenas um adendo ao meu post anterior. Já reparou que no cardápio de qualquer restaurante japonês nunca, mas nunca mesmo, tem um combinado que te sirva? Sempre tem peças de mais ou de menos, nunca é a quantidade ideal, independente do número de pessoas que vão comer. Além disso, os combos grandes incluem peças que sinceramente, NINGUÉM come. E geralmente você não pode nem substituí-las. Querendo ou não, as indesejáveis virão no seu barquinho e voltarão inteirinhas de novo para a cozinha. Já os combinados pequenos sofrem de outro problema: não têm variedade nenhuma. No máximo três opções de peixe e se dê por satisfeito. Sem falar naqueles que SÓ tem sashimi ou sushi. É como se alguém fosse num rodízio de churrascaria e comesse só coração de galinha. Existe alguém assim? É lógico que não! Tem toda uma esperteza por trás da máfia dos combinados. Funciona assim: os clientes pagam pelo combo todo e como nunca será o ideal, serão obrigados a pedir porções extras de todas as peças que de fato deveriam estar incluídas ali. Pronto, você foi enganado. Bon appetit!

Hipnose oriental, não tente fugir!

Ontem era um dia de literalmente suar a camisa. Passei o dia todo me sentindo supostamente saudável e sarada só porque contava com a ilusão de correr na areia da praia às nove da noite, depois de um dia inteiro de trabalho e mil tarefas pós-labuta. 

É claro que isso não aconteceu. Depois de tantos afazeres, lembrei da areia fria da praia, do vento inconveniente e gripal e da imensidão deserta porque convenhamos que só uns poucos loucos vão correr na areia a essa hora. Juro que se essa imagem cruel não me viesse à cabeça, eu enfrentaria todo meu cansaço e o corpinho gordo e pesado para lutar contra esse mal que tomou conta de mim: a gordura. Mas como toda pessoa cheinha, o primeiro pensamento que surge quando se tem a ideia de malhar é a dificuldade e os milhões de obstáculos que teria que superar para conseguir sair de fato do ideal para a prática.

Só que além de ter rapidamente descartado a possibilidade de me sacrificar em busca do corpo perfeito, uma tentação do mal baixou no meu corpo e não havia quem tirasse de mim: o desejo de japonês! Quem gosta sabe bem do que estou falando. Esse é o tipo de comida que não se come todo dia, por mais gostosa que seja simplesmente não combina almoçar e jantar diariamente sushis e sashimis. Definitivamente não é como arroz e feijão. Mas aí é que está a maldade da coisa, porque quando você menos espera (principalmente nos dias de dieta), bate uma vontade louca e insandecida de devorar aqueles peixinhos deliciosos imediatamente, sem eira nem beira, na hora, no laço e ai de quem tente me impedir.

Quando isso acontece, o olfato fica tão apurado que mesmo a quilômetros de distância do restaurante, você se torna capaz de sentir o cheirinho do molho shoyu. A saliva começa a fabricar espontanemente o gostinho do hot philadelfia se desmanchando na sua boca. E se o caso for muito grave, até alucinações de barcos repletos de sushis brotam na mente.

Pois foi exatamente o que me aconteceu ontem, logo na minha pretenciosa e ilusória noite da maromba. Para melhorar minha orgia alimentar, ainda tive a ousadia de ir a um restaurante com rodízio. É o passe livre para o vigilantes do peso, sem escalas, non stop.

Lição de vida: não tente lutar contra a hipnose do japonês. É impossível vencê-la. Fato provado e decretado.


Barquinho do mal!


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mala do ano

Xexéo deu a largada para a eleição da mala do ano. Fiquem atentos!

Acompanhe aqui e vote também no seu mala, ele merece esse prêmio!

Saudade sem fim

Saudade é um sentimento que me causa muita estranheza. Está numa linha muito tênue entre o bom e o ruim. Ela aperta o coração, mas também causa disparos, provoca aquele friozinho na barriga e faz doer em cólicas. É chorar e rir, pensar, sonhar e muito mais do que reviver lembranças, é o desejo inconveniente de tirá-las do passado e trazê-las direto para o presente. Tem algo mais contraditório? É um mix de sentimentos num bolo só, tão confuso que nem outras línguas conseguem traduzir.

Vinícius de Moraes, como eu já disse o homem dos meus sonhos, escreveu lindamente que saudade era tristeza, mas em sua poesia virou beleza. Ele via melancolia, enquanto outros consideram um suspiro de amor, uma lacuna que nos dá oxigênio para querer cada vez mais.

Ele escreveu a antológica canção mãe da Bossa Nova, "Chega de Saudade". Não suportava a distância porque o tirava a paz. Mas se não fosse a saudade será que o vontade de encontrar seria assim tão imensa e avassaladora? O tão sonhado encontro é a junção do fim da saudade com a sensação de desejo realizado. É o ápice das emoções de uma só vez, num único e poderoso tiro. E aí sim, como disse Vinícius, esté é o momento vivo que tanto esperamos para encher de beijinhos e carinhos sem ter fim.

Mas e quando esse encontro não pode nunca mais acontecer? É aí que sentimos a saudade sem fim e não adianta dizer "chega" como cantou Vinícius, porque essa não morre jamais. É tão incrível e versátil, que se transforma em um doce e gostoso sentimento. A eterna saudade é tão diferente da efêmera e diária, que de tão profunda parece intrínseca à alma. Nasce, cresce e se mantém infinita dentro de nós. O encontro físico não mais acontece, por um tempo o coração padece, mas a distância vai se dissipando, deixando de ser dor e por fim, as lembranças se triplicam em passado, presente e futuro. O tempo todo com você, para sempre e depois do sempre.

Saudade eterna