segunda-feira, 9 de julho de 2012

Da Gávea a Búzios não há nada igual


Não quero tchu. Nem quero tcha. O que eu quero? Sossego. Já dizia o grande poeta Tim Maia e repito ipsis litteris. Tudo isso porque no fim de semana passado "consegui" (repare que está entre aspas) reviver cada minutinho arrasatado no maior estilo baiano, totalmente relax, paz e amor. O cenário não era tão glamuroso quanto as paradisíacas praias da Bahia, mas o charme único de Búzios me deu a chance de respirar por dois dias aquele ar despreocupado e sentir toda a malemolência de uma terra genuinamente bela e praiana.

Mas como já comentei aqui no blog algumas vezes, tenho sempre que contar com a variável "Murphy", principalmente nestes momentos aparentemente perfeitos demais. É claro que algum imprevisto nada agradável e muito improvável tinha que acontecer. Para resumir em uma única palavra, mais precisamente em apenas três letrinhas, o dilema da vez chama-se GPS, que tanto pode significar Global Position System, quanto Garantia de Problemas em Série.

Ficar terrivelmente gripada com direito a tosse de tuberculoso exatamente na madrugada de véspera de uma viagem para um lugar de praia foi apenas um mero detalhe. Só uma pequena amostra do que estava por vir. Vitamina C e Benalete me pareciam uma ótima solução, mas estou amargando a maldita gripe até hoje.

Mas voltando ao dilema central, o GPS definitivamente não tem a menor empatia comigo. Isso porque ter Fernandinha como co-pilota é se entregar ao significado mais literal da palavra desespero. Você acha que viajar da Gávea para Búzios em não menos que SETE HORAS só acontece em feriadão? Nãããão! Sem trânsito nenhum é absolutamente possível cometer esse suicídio se estiver confiando em mim como GPS. É isso mesmo... Eu fiz Rio - Búzios em pouco mais de sete horas num fim de semana comum e sem trânsito. Parece difícil de acreditar? Então vou te ensinar como se faz.

Primeiro tente ir para a Ponte Rio Niterói pela Linha Vermelha. Você achava que era pelo Centro?? Não, senhor. Red Line e vamo que vamo. Quando estiver na Ilha do Governador você pode se dar conta desse pequeno errinho e fazer o retorno para pegar a Linha Amarela. Yeeeeessss, Yellow Line porque não? Afinal, podendo errar mais uma vez não vai te custar nada a não ser uma leve vontade de socar compulsivamente o volante até quebrá-lo.

Agora preste atenção porque essa dica é fundamental: a Fernandinha diz que a saída da Linha Amarela para o Centro é a 90. Quando chegar bem próximo da saída 9D (veja que não é mais 90, é 9D! O zero para a cegueta aqui era na verdade a letra D!) e aparecer uma placa com o bairro CENTRO e uma seta, NÃO ENTRE! Pode seguir em frente e ir atééééééééééé a Barra da Tijuca! Mais uma vez, porque não? Afinal, a Fernandinha disse saída 90 e não 9D, então nada mais normal do que ir até o final da Linha Amarela e quem sabe voltar para a Gávea, porque não?

Ok, voltar para a Gávea é um pouco demais. Então vamos só esperar ir até a Barra para pegar a Linha Amarela toda de novo, só que dessa vez no sentido contrário porque a Fernandinha finalmente se tocou que zero não é a mesma coisa que D. E agora ela está determinada a caçar a saída para o Centro. Aliás qual era o nosso objetivo mesmo? Já me perdi.

Nada disso! Não sou tão perdida assim. Vamos pegar a saída 9D, cair finalmente no Centro e chegar a tão sonhada Ponte Rio Niterói! Mas como todos já sabem, nunca foi registrado tráfego fluente na ponte. Então, respira mais um pouco e espera. Agora me diz! Depois disso tudo você conseguiu pegar a Via Lagos? E está todo felizinho com isso? Ah então chegou a hora de nos divertir mais um pouquinho e dar uma voltinha em Magé, o que acha? O que foi? Não gostou de Magé? Pois é, eu também não, então daremos um jeito de retornar para a Via Lagos em direção a Búzios porque se você não se lembra mais este é o nosso objetivo final.

De volta à nossa estrada para o fim de semana buziano teoricamente bem relax, vamos tentar realmente apaziguar os ânimos agora e seguir em frente como se não houvesse amanhã, afinal estamos enfim no caminho certo. Aí quando você avistar uma bifurcação com uma placa gigantesca apontando uma seta para a esquerda "Rio Bonito" e outra para a direita indicando Búzios, você pensa bem e pergunta para a Fernandinha, afinal ela é o melhor GPS já desenvolvido nos últimos tempos. Então, pegue a esquerda e vamos agora dar uma voltinha por Rio Bonito. Aaaaaahhh não, mas a gente queria ir para Búzios e a diária da pousada já está paga, esqueceu? Era para chegarmos no início da tarde e talvez até já aproveitar uma praia, não se lembra? Pois é, mas já são quase dez horas da noite e a Fernandinha conseguiu confundir Rio Bonito com Búzios. Um lugar super agradável, principalmente a esta hora, com direito a alguns bêbados estranhando seu carro com olhares ameaçadores.

Mas não se preocupe! Nada que uma bandalha não resolva e te ajude a pegar a estrada de volta. E aí cansou? Agora já são onze da noite e com toda a boa vontade de Murphy, finalmente você conseguiu chegar na Orla Bardot. Você imaginava pegar uma praiana quando chegasse? Pois é, não deu. João Fernandes já está um breu. Que tal então afogar o ódio que provavelmente tomou conta do seu ser num bom destilado na Rua das Pedras? Também não deu... Não existem forças nem para o álcool.

Por isso tudo, não me venha agora querendo tchu, muito menos querendo tcha. Tenho um namorado prestes a ter um surto psicótico e preciso me desculpar e acalmar. Minha única sorte nessa tragédia toda foi ter ainda um final de semana inteiro pela frente com a certeza de estar pisando nas areias de seda das praias de Búzios. Cenário perfeito para uma reconciliação, não acha?

Mas depois dessa pequena trajetória de erros, não tenho mais a menor dúvida de que Tim Maia definitivamente conheceu e se arriscou a ir para Búzios com uma dessas Fernandinhas que estão espalhadas por aí, praticamente uma das musas inspiradoras de Murphy. Diante de tanta má sorte, a única coisa que o mestre conseguiu cantar foi: "O que eu quero? Sossego". E eu cantei tanto as sábias palavras do síndico que consegui enfim uma folga de Murphy para viver a paz do desfecho perfeito desenhado pelo céu de Búzios totalmente azul da cor do mar. Realmente, da Gávea a Búzios não há nada igual.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Hora de dar tchau


Despedida... Essa palavra não estava no meu dicionário. Na verdade até já esteve em alguns poucos e doloridos episódios da minha vida, mas fiz questão de passar a borracha, pulando direto para a letra E de esperança, expectativa e emoção, que é exatamente do que se trata esse mais novo dilema.
O papo dessa vez é sério porque amanhã dou início a um novo ciclo na minha vida profissional. O Globo Online terá uma nova repórter na área. Cheia de dilemas, mas com todo o gás, enfrento amanhã o novo desafio com a certeza de que tive uma experiência realmente emocionante no lugar onde agora me rendi ao que eu mais abomino: me despedir.

Mas afinal por que será que as despedidas carregam esse peso tão negativo? Já reparou que muitas vezes é a partir da simples oportunidade de dizer tchau que finalmente conseguimos expressar nossos sentimentos? Sim, é verdade! Muitas relações que antes ficavam blindadas pelas amenidades do cotidiano acabam se revelando muito mais profundas e verdadeiras exatamente neste temido momento de dizer tchau.

Sei que ninguém está morrendo e que não estou indo morar no Japão, mas só o fato de não poder mais terminar meus dias com o rotineiro "até amanha" para essas pessoas que me aturaram durante nada menos que cinco anos, faz com que esse tchau incorpore todo o peso melodramático de um adeus.

Foi assim mesmo, bem capítulo de novela mexicana, que disse hoje adeus aos meus colegas de trabalho. Lágrimas, soluços, declarações, todos os elementos melodramáticos estavam presentes neste roteiro. Mas apesar de nao ter caído ainda a ficha, nada disso era ficção. Aliás, foi tudo tão verdade que pela primeira vez pude enxergar o lado positivo das despedidas: o quanto você pode ser querida e às vezes nem imagina. 
As despedidas abrem caminho para que os afetos se revelem. Isso nao é drama.  É apenas o happy end das esquetes da vida.

Um tchau muito feliz a todos!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dilemas de Renatinha



Sempre tive problema com meu nome. A verdade é que sofro de uma fobia terrível que está diretamente ligada à minha identidade: medo de esporro. Sabe aquelas pessoas que têm aqueles nomes compostos, tipo Pedro Henrique, Maria Eduarda e por aí vai? Pergunte a qualquer uma delas qual é a sensação de ouvir seus dois nomes raivosamente pronunciados por seus pais. Quando a querida e doce Duda vira Maria Eduarda, prepare-se porque FUDEU!

Meu nome apesar de singular, tem o mesmo peso de uma Maria Eduarda. Por isso, apelo, suplico, imploro e infernizo meu amigos e conhecidos para me chamarem de Fernandinha, Fê, Nanda, tudo menos o  pavoroso Fernanda. Pode ser cisma minha, mas meus pais sabiam expressar como ninguém o som ácido, tipo um anasalado grave, profundo e cruel que está intrínseco no meu nome. E a desculpa era sempre a mesma: "minha filha, você tem um nome forte, deveria ficar feliz com isso". Às vezes botavam a culpa até na Fernanda Montenegro, tentando me convencer que se inspiraram numa mulher admirável e com um nome tão imponente como ela é. E quem disse que quero ser imponente? Eu sou mesmo é a Fernandinha, tímida, insegura, neorótica, indecisa, problemática e confusa, ou seja, se tem alguma coisa de imponente aqui são os meus dilemas, que aliás têm imponência até demais na minha vida.

Mas por ironia do destino, sempre confundiram meu nome com Renata. Não sei qual é a ligação, a similaridade, mas acho Renata tão mais leve e feliz que em alguns episódios da minha vida posso dizer que cometi crime de falsidade ideológica. Tudo começou há alguns anos atrás quando um professor super simpático e solícito da minha antiga academia, trocou meu nome. Para me estimular naqueles malditos exercícios que me beiravam à morte, ele dizia em alto e bom som: isso aí Renata! Muito bem Renata! Vamos lá Renata! Neste momento, não só a timidez falou mais alto, como a felicidade ilusória por provisioriamente ser conhecida por um nome incrivelmente fofo. Por isso, nunca consegui corrigir o tal professor. Simplesmente, incorporei a Renata, que com o passar das aulas e o nível de intimidade em alta, foi se transformando em Renatinha e por fim, a linda, doce e fofolete Rê da aula de local.

É lógico que não me passei por Renata só pelo simples fato de simpatizar com o novo nome, mas principalmente porque tenho verdadeiro pavor de constranger as pessoas. Imagina que situação embaraçosa seria se um belo dia, literalmente do nada eu revelasse a verdade depois de tantos estímulos, tantas inúmeras aulas sendo a Renatinha querida da aula de local. Jamais! Isto estava fora de cogitação. E no fim das contas, agradeço aos céus porque dei muita sorte de nunca ter passado pelo constrangimento de ser pega no flagra por algum conhecido fingindo me chamar Renata. Mas confesso que por alguns momentos tremi na base com a tensão de ser desmascarada num possível esbarrão concidente com o professor e alguém que soubesse meu real nome. Afinal, não existe imponência de Fernanda que explique as confusões de uma falsa Renata.

Dizem por aí que Fernanda significa ousadia e realização de todos os desejos e sonhos, o que logicamente não faz parte da minha trajetória nos meus últimos 28 anos, senão no mínimo, eu já seria uma milionária da Mega Sena. Por outro lado, ouvi falar que Renata significa renascimento, ressucitação. Huuummm, agora sim estou vendo sentido nessa história toda. Na minha próxima encarnação, pode acreditar que a Renatinha da aula de local vai surgir linda, bela e muito real, mandando ver no quatro apoios e arrasando no abdominal.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

What a surprise!



Ultimamente tenho entrado numa psicose louca por corrida. Isso é meio estranho porque afinal, sempre remoí problemas seríssimos com aparelhos que simulam movimentos sem sair do lugar. Bicicleta, esteira, transport e aquela monstruosidade que imita uma escada com degraus ambulantes, nunca fui com a cara deles. Como pode? Você pedala horas ou então, sobe 40 mil degraus da porra da escada móvel e continua de cara para a parede da sala da academia? É um verdadeiro convite ao tédio. Mas como já dizia Forrest Gump, "a vida é como uma caixa de bombom, a gente nunca sabe o que vai encontrar" e portanto, na maior surpresa dos últimos tempos, eis que um certo flerte começou a pintar entre mim e Stela.

A Stela é uma das 20 esteiras que tem na minha academia. Ela é especial porque fica posicionada no canto exatamente inferior ao ar condicionado (vulgo Senhor Alasca), colada na parede (que comecei a ver com outros olhos: de entendiante ela passou a aconchegante) e a alguns poucos metros da única televisão sintonizada num canal que não esteja passando futebol. Nós nos simpatizamos depois que resolvi dar uma chance a ela e tentar alcançar o mítico, distante e inimaginável emagrecimento.

A afinidade foi tanta que não consigo olhar para a Stela sem pensar: hoje vou ficar com você por no mínimo uma hora, minha amada, querida e mais nova amiga. Tudo isso porque Stela realmente está me saindo melhor do que qualquer dieta da sopa e do poder laxante nada agradável do chá verde. Uma hora com Stela significa no mínimo 10 km percorridos, o que segundo ela me diz, corresponde a 1000 calorias perdidas! Sim, eu disse mil, com os três zeros reluzentes! Ainda por cima, Stela tem excelente facilidade para matemática e essas chatices numéricas em geral. Mas tem mais: ela é a metamorfose ambulante de Raul Seixas. Com um simples toque pode virar uma superfície mantanhosa, com descidas e subidas em vários níveis de dificuldade. Com Stela não existe tédio! 

Ela é um pouco tímida, discreta, reclusa, exatamente como eu, veja só que irônico! Por isso, ela se posiciona no cantinho mais estratégico para que ninguém fique vendo você suar como uma porca e muito menos para que nenhum professor mala tenha acesso a você. Estou falando isso porque simplesmente tenho horror de professor de academia e acho que deviam ser banidos da sociedade aqueles cristos que em geral ficam responsáveis por passar de aparelho em aparelho impregnando os alunos com perguntas do tipo: está tudo bem? quer uma águinha? posso medir seu pulso? Numa boa, se você é professor de academia e faz esse tipo de coisa, vá agora cortar os pulsos, porque você é um mala inconveniente, submisso, subserviente, capacho da ditadura das academias que cismam em monitorar os alunos com um único e claro objetivo: deixar o pobre coitado que está se matando na esteira com aquela maldita dor de viado. Isso é muito sério, gente! Não existe conversar, bater papinho, dar detalhes de como está sendo o seu treino enquanto você corre, cacete! Correr pressupõe silêncio absoluto! No máximo, um fone com a música no volume máximo para você nunca ter que ouvir e responder nada para ninguém. Não existe interação na corrida. É você, o fone e a Stela, pronto e acabou. A boca só abre para respirar. Se você falar um ai que seja, é dor de viado na certa. Quero ver alguém correr com aquela dor insuportável, é um verdadeiro golpe baixo com pontadas ritmicas condicionadas aos seus passos da corrida. Nem toda a disposição do mundo é capaz de sobreviver a isso e os professores sabotadores são os principais culpados.

Ok, depois desse desabafo insano de ódio aos professores, posso concluir sobre o meu caso de amor com Stela. Pois bem, não sei se é um relacionamento de longa duração e nem se ficará mais intenso evoluindo para corridas de 20 km pra cima. Acho sinceramente que tudo é possível nesse meu mais novo affair. Uma vez li um post da minha musa psicótica Natalia Klein em que ela perguntava: correr para quê? para onde? por que? No atual estágio, ainda estou na fase cega do amor, então não posso responder a essas perguntas. Só sei que enquanto Stela estiver pronta para o meu start, estarei lá rumo à tão sonhada magreza e sem caixas de bombom, of course, mas no maior estilo Forrest Gump. Run, Fernandinha, run!


sexta-feira, 22 de junho de 2012

The Big Boss



Certas coisas na vida não têm meio termo. Não adianta. Por exemplo, não existe meio gay. Ou é ou não é. Outro dia conversando com um amigo, tentei descobrir se ele era realmente gay. Algo me dizia que aquela Fanta tinha um quê de Coca-Cola. É lógico que não usei meus recursos de sedução, até porque nesse caso nem ele resistiria (ahamm, sei...). Então, por meio de argumentos muito sólidos tentei mostrar a ele como as mulheres são digamos assim, interessantes. Não que eu seja lésbica (para isso também não tem meio termo), mas se eu ficar cara a cara com uma Eva Mendes da vida, não sei não. No mínimo, beijaria o chão que ela pisa.

Mas voltando ao meu amigo, depois de muito blá blá blá totalmente em vão, ele me olhou e disse: "Fê, não adianta. Sou gay". Tive que aceitar porque realmente gosto não se discute, apesar de compartilhar do mesmo que o dele. Afinal, no fundo no fundo, entendo a proliferação de homens saindo do armário. As mulheres são muito chatas, repetitivas, cansativas e impregnadas de paranóias, dívidas com cartões de crédito e TPMs. Ou seja, realmente, é tempo perdido investir numa mulher. Roubada na certa, mesmo que seja a incrível, exuberante e magnânima Eva Mendes.

O lance é que com homem não tem lero lero, é preto no branco, branco no preto, sem frufru e frescurite aguda. Um puxão de cabelo a la Javier Bardem em Vicky Cristina Barcelona já desmancha qualquer uma, ou no caso, um. Você que assistiu a essa obra prima do Woody Allen deve ter percebido que mesmo entre três deusas aparentemente irresistíveis, a vida do bonitão se tornou um inferno em vida ao ter que lidar com pelo menos duas delas, aliás as melhores: Penélope e Scarlet. Tudo bem que uma era completamente ensandecida e a outra era instável e emotiva demais, quase bipolar. Mas qual mulher não tem um pouco dessas duas personalidades? As que não têm são no mínimo uma mosca morta com cara de bunda e nem deveriam frequentar esse blog porque isso aqui é um lugar de pessoas com o mínimo de dilemas, portanto com expressão e opiniões.

Javier é o mestre dos machos alfa. O líder do líder. The big boss. E olha só, para variar já estou eu aqui de lero lero em vez de ir direto à questããã que tanto me instiga hoje. O cara é o cara por um simples e único motivo: ele surpreende. De primeira já oferece uma viagem interessante, imprevisível e claro, inegável. Como a vida é muito curta, mas só os espertos sabem disso, as duas sortudas não conseguem negar e se entregam ao charme daquele Don Juan.

Um homem que sabe surpreender e ainda usa de subterfúgios bem mal intecionados, diga-se de passagem, como oferecer um bom vinho tinto e um papo recheado de conteúdo, preferencialmente sobre algumas das sete artes do mundo, este é o big boss. O homem que qualquer sexo quer chamar de seu. Acredito que é por causa desses big boss da vida que surgem os gays. Um mito da masculinidade capaz de fazer com que muitos saiam do armário e definam para o resto de suas vidas, assim como meu amigo: eu sou gay!

Meu dilema com relação a homossexuais acaba de se esvaziar. Enquanto os Javiers existirem, o mundo realmente será gay e apesar disso acirrar ainda mais a concorrência com as mulheres, tenho que admitir que no mínimo, bom gosto eles têm. E não me julgue paraíba, mas Fanta é bem melhor que Coca-Cola.

Até Penélope teve que agarrar o big boss pelo pescoço